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Entrevista com Gisele G. Garcia

Arquivo Pessoal
Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?
Hoje tem entrevista com a Gisele G. Garcia, autora do livro "Lobos – Falsos Cordeiros" (resenha AQUI).

Gisele descreva um pouco da sua história?
Vixi! É bem difícil falar sobre nós mesmos, confesso que é muito mais fácil falar sobre um personagem, mas vou tentar me apresentar (risos). Sou de São Paulo, sou diagramadora e bacharelanda do curso de Direito. Minha carreira como escritora começou aos 15 anos de idade quando escrevi meu primeiro romance; aos 17, nasceram outros dois, os quais nunca publiquei. Publiquei contos em diversas antologias e em 2011 lancei meu primeiro romance (Sangue & Desejo). Em 2015 me aventurei como autora independente e lancei: Os Quatro Naipes. Comecei na literatura fantástica, passei pelo Hot  e hoje me firmo no Drama (e espero ficar nele até o fim), minha estreia nesse gênero foi com Lobos - Falsos Cordeiros em 2016.

Como a literatura entrou em sua vida? 
Entrou cedo, ainda na escola – eu tinha uns doze ou treze anos - com o livro Missão no Oriente do autor Luiz Puntel, da Coleção Vagalume. Daí por diante não consegui mais parar de ler.

Quantos livros publicou?
Tenho 5 livros publicados.
Sangue & Desejo 
Sangue & Desejo – Espelhos do Passado
Sangue & Desejo – Sob as Ruínas da Memória
Os Quatro Naipes
Lobos – Falsos Cordeiros


Como é sua rotina para escrever?
Eu não tenho uma rotina pré-estabelecida. Costumo escrever durante o dia, mas muitas vezes o bloqueio literário e a procrastinação com música e séries tiram a pouca rotina que me resta (risos). A maior parte da minha produção literária vem durante as férias, já que com a faculdade fica mais difícil sentar e colocar a mente para funcionar somente para a minha história.

De onde surgem seus personagens?
Ás vezes surgem do nada (risos). Mas, na maioria das vezes surge de pessoas reais, não exatamente que tenham tido a mesma história do personagem, mas tem alguma característica semelhante ou o mesmo jeito de ser, o mesmo gênio. Cito como exemplo o personagem Rodrigo, de Os Quatro Naipes, que tirando o fato de ser um vampiro (risos) foi inspirado em um amigo meu que foi todinho detalhado no personagem.

Qual o gênero literário de seus livros?
Os livros do Sangue & Desejo são literatura fantástica; Os Quatro Naipes é fantástica, hot e policial tudo junto e misturado. A partir de Lobos – Falsos Cordeiros já são romance e drama.

Qual a sensação de ler uma resenha dos seus livros?
É algo mágico! Primeiro, o coração dispara (eu que já não sou nem um pouco ansiosa, rs), aí vem aquela sensação de: Ai, meu Deus! O que será que o leitor achou? E quando vem a crítica fico toda feliz! E se a crítica é negativa, porém construtiva, super agradeço do mesmo jeito e busco aprimorar meu texto e acertar nos pontos em que errei.

Está difícil publicar um livro, principalmente para novos escritores. Qual foi a sua maior dificuldade em publicar?
Inicialmente foi o dinheiro. A maioria das editoras cobra muito caro para publicar e a grana curta não ajuda em nada, mesmo publicando como independente a coisa não melhora muito. Depois é a questão de divulgação; não digo por todas as editoras, pois muitas têm um trabalho excelente de marketing, mas algumas editoras decepcionam muito e não ajudam em nada o escritor.

De onde surgiu a inspiração para escrever Lobos. Falsos Cordeiros?
Surgiu de uma das pregações do pastor Ed René Kivitz da IBAB (Igreja Batista de Água Branca), igreja que frequento. Ouvi antes mesmo de ir para a IBAB e, logo no começo, já me veio a história da cabeça. Parei o vídeo, fiz as minhas anotações e depois que terminei de ouvir tudo, o livro foi sendo construído.

Mudaria alguma coisa na sua carreira de escritora?
Eu acho que eu teria publicado mais de forma independente ao invés de ter acreditado nas editoras em que apostei. Eu teria quebrado menos a cara.

Já aprendeu algo com críticas  aos seus livros? Cite alguma.
Muito! Certa vez, logo no começo, um autor e também blogueiro, me disse que eu escrevia capítulos longos demais e isso cansava; daí eu fui quebrando o texto e dividindo melhor os capítulos. Um amigo meu, também quando lancei o primeiro livro, disse que eu detalhava demais as cenas e os parágrafos ficavam longos e cansativos, lá fui eu começar a lapidar as descrições e, aos poucos, fui aprendendo que menos é mais (risos). Aprendi a ser mais objetiva.

Quais seus autores favoritos?
Nossa, são muitos! A diva maior é a Adelaide Carraro, pois foi ela quem me incentivou, através de seus livros, a ser escritora. Tem também Harold Robbins, Agatha Christie e também o Kurt Sutter que é o criador da série Sons of Anarchy.

O que mais gosta fora do “universo literário”?
Cinema.

O que está lendo atualmente?
Acima do Salto Agulha, da Aline Cabral.

O que gosta de fazer quando não está lendo e escrevendo?
Amo estar com os meus amigos, ouvir música e colocar as séries em ordem (risos).

Em sua opinião o que falta para a literatura nacional ganhar mais leitores?
Falta interesse dos próprios leitores. A literatura nacional está ganhando um grande espaço e um público super fiel, mas ainda falta muitos deixarem de lado o preconceito do: só autor estrangeiro que é bom, e abrir os olhos para o que é nosso. Falta também mais publicidade e investimento por parte das editoras.

Cite 5 (novos) autores nacionais que todo leitor precisa conhecer.
Angie Stanley, Thiago Assoni, Susy Ramone, Vivi Cordeiro e Carolina Mancine.

Quais as maiores dificuldades de ser um escritor (a)?
Acredito que a falta de apoio da editora com a qual você publica (mais uma vez deixo claro que não estou generalizando, falo com base na experiência que tive); o preconceito por ser autor nacional, e ainda mais quando se publica de maneira independente. É também vencer o desânimo e seguir em frente para não desistir.

Qual a importância de blogs e blogueiros para um escritor (a)?
Super importante. Eles impulsionam e incentivam nosso trabalho, ajudam muito na divulgação e a ampliar nosso público.

Compartilhe conosco uma frase de livro, escritor... que te inspira.

“Não há a menor possibilidade de um escritor poder parar de trabalhar... não enquanto houver uma ideia em sua cabeça. E eu nunca viverei tempo suficiente para escrever todas as histórias que quero escrever. Nem que vivesse 150 anos.” (Harold Robbins – livro O Contador de Histórias)

Participou da Bienal do livro em 2016? Como foi?
Participei. Eu poderia dizer que foi maravilhoso, mas infelizmente a experiência não foi das melhores.

Jogo rápido

Gosto da cor... Rosa

Adoro perfumes... Doces e marcantes

Meus olhos brilham quando... Estou apaixonado por algo (o debate de algum tema que amo, por exemplo) ou alguém (huuummm, suspiros por ele, sem nomes (risos))

Capa de livro fofura... O Pequeno Príncipe.

Viajar para... Europa, conhecer aqueles lugares medievais maravilhosos!

Fecho a boca quando... Percebo que vou falar alguma idiotice (apesar de algumas vezes elas saírem) e quando não tenho certeza do que estou falando.

As pessoas deveriam... Ter mais amor. Serem mais amigas, mais companheiras e quererem ferrar menos com a vida do próximo.

Em 2017 espero... Que a literatura nacional seja reconhecida, espero lançar mais um livro, espero viver intensamente cada momento ao lado das pessoas que amo.

Adquira todos os livros com a autora.
Site|Facebook|Instagram
E-mail: gigarciaautora@gmail.com

Agradeço a autora pela entrevista.

Até a próxima!

Comentários

  1. Nossa que legal a entrevista escritoradeterminada; gostei de saber como pensa uma escritora tão jovem, e suas idéias.Parabéns continue assim...

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